Rua Moema

Extensão: 1.100 metros
Bairro: Gioppo
Lei 20/1967

No ano de 1967, já se percebiam algumas leis e atitudes tomadas no sentido de organizar a cidade, em franco crescimento. A lei nº 20/1967 é uma prova disso. Nomeava 67 ruas, em diversos loteamentos espalhados pela cidade. Destas ruas, agrupadas nos referidos loteamentos, 9 receberam nomes indígenas, 15 nomes de países, 10 nomes de estados brasileiros, 7 capitais de estados brasileiros, 24 municípios de Santa Catarina, além de 2 nomes próprios de destacados cidadãos caçadorenses.

As ruas denominadas por esta lei que receberam nomes indígenas são Aimoré, Bartira, Guarani, Iara, Iracema, Jandira, Moema, Tupi e Tupinambá. Destas, as ruas Iara e Iracema foram renomeadas posteriormente para Júlia Gioppo Carneiro e Emília Gioppo Brasil.

Moema foi uma índia da tribo tupinambá no litoral da Bahia. Filha do cacique Taparica, juntamente com sua irmã Paraguaçu tornam-se personagens centrais da história de Caramuru, que foi encontrado como náufrago, surpreendeu aos índios com um disparo de arma de fogo e por muitos anos facilitou o comércio de pau-brasil entre índios e europeus.

Paraguaçu foi dada em casamento a Caramuru e, em muitos povos tupis, o homem casa-se com a família da mulher. Em alguns povos é aceito o homem ter relações sexuais com a(s) irmã(s) da sua mulher. Há relatos que apontam a um relacionamento harmônico e consensual entre os três, Caramuru, Paraguaçu e Moema.

A história começa a ganhar contorno de lenda após as obras do jesuíta Simão de Vasconcelos, em 1680, na qual se inspirou, um século mais tarde, frei José de Santa Rita Durão para compor o poema épico em dez cantos Caramuru (1781). Nestas obras conta-se a respeito da partida de Caramuru (Diogo Álvares Correia) para a França, levando consigo Paraguaçu. Conta a lenda que Moema tenta seguir o navio a nado. Não aguentando, morre sem fôlego, exaurida de suas forças.


Esta lenda deu origem a uma das mais célebres pinturas de Victor Meirelles.

 
  Moema – Victor Meirelles (1866)