Extensão: 230 metros
Bairro: D.E.R.
Lei 441/1991

Marcelino Anjos
nasceu em Araucária – PR, no ano de 1896. Filho de Manoel de Souza Santos e
Tereza de Jesus, exerceu a profissão de ferroviário (Mestre de Linha).
Marcelino Anjos, oriundo do
Estado do Paraná, fixou residência em nossa cidade (àquela época denominada Rio
Caçador), em 1930, exercendo sua atividade laboral como Mestre de Linha da
Estrada de Ferro.
Evidenciou-se, desde logo,
como um cidadão honesto, dinâmico, de larga visão. Por isso mesmo, traduziu-se,
efetivamente atuante, na sociedade e na política.
À época, com alguns amigos,
dada a sua tenacidade, foi fundador, em Caçador, da U.D.N., realizando, aos
tempos de então, oposição a Getúlio Vargas.
Após a organização daquela agremiação partidária, passou a dedicar-se à
causa abraçada com extrema frequência e regularidade, realizava reuniões na
conhecida "Casa Verde", de propriedade do Senhor Elias Abdalla.
Projetou-se,
indubitavelmente, como líder, daí porque, foi presidente do Clube 7 de
setembro; sócio fundador do Clube 1° de maio (transformado no Clube Apolo),
sócio do 1º cinema aqui instalado.
Acima de tudo,
manifestava-se idealista, razão que o levou a participar na organização do 1º
Sindicato Operário de Caçador.
Um homem, acima de tudo, de
espírito comunitário sempre atento às questões sociais, no que tange às suas
desigualdades, naqueles tempos, fatos que já se manifestavam, no seio da
comunidade. Generoso e prestativo, chegou a ser conhecido pela alcunha
gratificante de “Pai dos Pobres”, dada a frequência com que auxiliava aos menos
favorecidos.
Por uma característica de
sua personalidade, voltava sua atenção também à intelectualidade; estudava,
inclusive “ciências esotéricas”.
Sempre numa ação de
vanguarda, foi o proprietário da 1ª rádio da cidade, instalada em sua própria
residência. Tratava-se, evidentemente, da grande novidade da época, fato este
que, fazia reunir junto à sua habitação e nas imediações, aglomerados de
pessoas, todas interessadas em tomar ciência das "novidades" e
notícias radiofônicas.
Marcelino Anjos formou sua
família em Caçador, sendo pai de sete filhos.
Faleceu aos 19 de março de
1946, vítima de choque traumático e síncope respiratória, aos 59 anos de idade.
A morte prematura de Marcelino Anjos, em acidente ferroviário, foi amplamente
lastimada, pela comunidade como um todo, em vista da sua participação ativa no
meio social e comunitário.
Um homem que,
indubitavelmente, merece ser homenageado. E essa homenagem, temos certeza, não
se traduz como um prêmio, ao contrário, como mero reconhecimento do povo desta
terra, a tão ilustre cidadão. Incontestavelmente, uma ação, até tardia, posto
que há muito já deveria ter sido concedida.
(adaptado de texto do Vereador Carlos Evandro Luz)