Extensão: 950 metros
Bairro: Berger, Centro
Lei 20/1970
Moacir Pedro Lebre de Sampaio,
filho de Camilo José de Sampaio e de Amélia Lebre de Sampaio, nasceu em São
Paulo – SP, no ano de 1915.
Engenheiro agrônomo,
trabalhou no então “Campo Experimental” da EMBRAPA, que depois seria EMPASC e
por fim EPAGRI. Atuava em pesquisas na área da agronomia, dedicando sua atenção
às melhorias em sementes e técnicas de plantio e cultivo.
Veio para Caçador em 1943,
como “Chefe do Serviço de Expansão do Trigo em Santa Catarina”. O objetivo era
o de ampliar as pesquisas e, consequentemente, os resultados, produtividade e
rendimentos, com a plantação deste cereal, especialmente com a instalação de
diversos moinhos na cidade. Nesta época exatamente, seria instalado o Moinho
Maffessoni.
Sua história em Caçador foi
importante, porém breve. Aqui conheceu e casou-se com a advogada Nayá Gonzaga
Sampaio, com quem teve um filho, Roberto Gonzaga Sampaio.
Muito jovem, aos 31 anos de
idade, no dia 21 de maio de 1947, Moacir Sampaio foi morto por um tiro,
proposital, mas que não era direcionado à sua pessoa.
Certa feita, um cidadão
caçadorense, proprietário de comércio, de origem sírio-libanesa, teve um
desentendimento com um policial na entrada do cinema da cidade (localizado na
Avenida Barão do Rio Branco, em frente à então Prefeitura Municipal).
Terminado o filme, este
cidadão foi até um Café, existente na localização da atual Casa Omega, poucos
metros distante do cinema. Lá, estava sentado à mesa com Moacir Sampaio.
O policial atirou para
acertar o comerciante sírio, mas acabou atingindo Moacir Sampaio, que faleceu
na hora.
Após esta triste passagem,
sua esposa, Nayá Gonzaga Sampaio, tornar-se-ia a primeira mulher nomeada como
promotora de justiça no Estado de Santa Catarina, pelo então governador Nereu
Ramos.
(baseado
em informações de Ernesto Faoro, em 02/02/2016)
A rua foi denominada ainda
por volta de 1950. Porém as lacunas de registros também afetaram esta rua, o
que foi detectado em 1970, verificando-se a ausência de lei específica que a
denominasse nos registros municipais. No intuito de sanar este lapso foi proposto
o projeto e aprovada a lei, mesmo depois de 20 anos da existência da homenagem.
O hebdomadário “A Imprensa”, de Cid Gonzaga, do dia 14 de Janeiro de
1951, registra o ocorrido no dia 08/01/1951, quando a população foi convidada a
comparecer e assistir ao emplacamento das ruas Dr. Moacir Sampaio, Senador
Salgado Filho e Hugo Honaiser, com pronunciamentos das autoridades da época,
dentre elas o prefeito José Kurtz, o diretor da Estação Experimental de Trigo,
Dr. Tasso de Miranda e também da própria Dra. Nayá Gonzaga de Sampaio, viúva do
homenageado, que:
“...entre soluços, por si e por seu filho, agradeceu ao Prefeito, aos
Vereadores e ao Dr. Tasso, a perpetuação em logradouro público do nome de
Moacir e disse: “Ele a mereceu, eu vo-lo afirmo, pelo muito que amou este
recanto de nossa terra, para quem sonhava dias de grandeza e abundância. Mas...
permiti que eu não divague sobre um sonho, que a Parca impiedosa (a Morte) cortou quando mal se esboçava. Por isso, numa fervorosa invocação ao
seu espírito e, parafraseando o grande vale lusitano (refere-se a Luís de Camões, poeta português, no soneto Alma
minha gentil, que te partiste), quero
pedir-lhe que, se lá do assento etéreo onde subiu, memória desta vida se
consente, não se esqueça de tão bondosa gente, ente a quem pomos a alma de
joelhos num agradecimento pelo alevantado gesto que ficará indelével em nossa
memória. E concluiu com votos a Deus para que recompense os autores da tocante
homenagem.”
(extraído
do Jornal A Imprensa de 14/01/1951, com comentários em negrito nossos)