Extensão: 300 metros
Bairro: Paraíso
Lei 44/1966

Hermes Rodrigues da
Fonseca (12/05/1855 – 09/09/1923) foi um militar e político brasileiro, tendo
sido presidente do Brasil entre 1910 e 1914. Era sobrinho do primeiro
presidente da república, o Marechal Deodoro da Fonseca.
Como apoiador da república
instalada sob a liderança de seu tio, em 1889, passou a obter destaque em
funções no Exército, como na Revolta da Esquadra, que buscou derrubar o governo
de Floriano Peixoto e na Revolta da Vacina, que lhe valeram a ascensão ao posto
de Marechal. Como ministro da guerra, no governo de Afonso Pena, propôs a
instituição do serviço militar obrigatório.
Em 1910, em meio a um clima
que clamava por mudanças no regime de presidências exercidas por militares,
Marechal Hermes disputou e venceu a eleição contra Rui Barbosa, obtendo 403.867
votos contra 222.822 votos dados a Rui Barbosa.
Na presidência, enfrentou
logo na primeira semana de seu governo a Revolta da Chibata, com sérias
consequências na Marinha brasileira, chegando a ordenar o bombardeamento de
portos e a decretação de estado de sítio. Apesar de bastante popular quando
eleito, sua imagem ficou arranhada depois daquele episódio. Logo depois, em
1912, viu-se envolvido em nova revolta importantíssima na história do país e
que não chegaria a ser resolvida durante seu mandato, a Guerra do Contestado.
Foi o único presidente
brasileiro a se casar durante o mandato presidencial. Sua primeira esposa, Orsina Francioni da
Fonseca, com quem casou-se em 1878 veio a falecer em 1912. Sua segunda esposa
foi a caricaturista Nair de Tefé von Hoonholtz, filha do barão de Teffé. As
cerimônias civil e religiosa ocorreram no dia 8 de dezembro de 1913, no Palácio
Rio Negro, em Petrópolis.
Durante seu governo, foi
editado um decreto instituindo o uso da faixa presidencial no Brasil, sendo ele
mesmo o primeiro presidente a usá-la e o primeiro a passá-la a seu sucessor.
Desde então, todos os presidentes a recebem na ocasião da posse. Hermes da
Fonseca é um dos dois únicos militares a chegar na Presidência de forma direta
e eleitoral. O outro foi Eurico Gaspar Dutra. Durante todo o seu mandato andou
fardado, inclusive durante as reuniões ministeriais.
Após deixar a presidência,
assumiria como Senador pelo Rio Grande do Sul, porém, diante do assassinato de
Pinheiro Machado, recusou-se a assumir a cadeira, retirando-se da política.
Em 1922, atuando
contrariamente ao governo de Epitácio Pessoa, sua prisão foi um dos estopins
para a eclosão da “Revolta do Forte de Copacabana”, também conhecida como “18
do Forte”. Libertado seis meses depois por um habeas corpus, retirou-se para Petrópolis, onde morreu em 09 de
setembro de 1923.