Extensão: 270 metros
Bairro: Figueroa, Paraíso
Lei 20/1967
Dentre as 67 ruas nomeadas pela lei nº 20/1967, praticamente todas faziam parte de loteamentos que buscavam alguma regularidade na nomeação das ruas. Nomes indígenas, nomes de países, de estados brasileiros e de cidades catarinenses deram a tônica às nomeações desta lei. Apenas duas exceções a esta regra foram utilizadas, com 2 nomes próprios de destacados cidadãos caçadorenses, Professora Luiza Raisel e Martinho Inácio da Trindade.
Martinho Inácio da Trindade, filho de José Inácio da Trindade e de Hortência C. da Trindade, nasceu em Taquara do Mundo Novo (atualmente Taquara) – RS, em 11 de novembro de 1863.
Em sua cidade natal, exerceu as funções de Contador e Partidor e depois Agente do Correio. Mais tarde transferiu-se para Santa Catarina, fixando residência em São Joaquim da Costa da Serra (renomeado posteriormente como o município de São Joaquim – SC), onde exerceu o magistério público e a Promotoria Adjunta daquela Comarca.
Dali mudou-se para Capela do Arvoredo, como professor municipal.
Com o fim da Guerra do Contestado e a liquidação da questão de limites entre Paraná e Santa Catarina, veio para Taquara Verde, naquele tempo parte integrante do município de Porto União.
Criado o distrito de Taquara Verde, foi ele Sub-Delegado de Polícia e após, Oficial do Registro Civil, cargos que exerceu por algum tempo. Deixou esta última função para ser professor municipal e depois estadual, em Caçador, já emancipado à condição de município.
Foi afastado desse cargo pela idade avançada, não tendo, porém, conseguido sua aposentadoria, não obstante os anos de serviços.
Martinho Inácio da Trindade foi por muitos anos conhecido como o “Doutor Homeopata” do seu distrito, graças a seu conhecimento de ervas medicinais, e mitigou muita dor.
Pessoa grandemente estimada no município, sua morte foi bastante sentida. Era casado com dona Ambrosina de Souza Trindade, com quem teve numerosa prole.
Martinho Inácio da Trindade faleceu em 02 de janeiro de 1949, aos 85 anos de idade.
(informações obtidas, em sua maioria, a partir de obituário publicado no hebdomadário “A Imprensa” em sua edição 440, de 02 de janeiro de 1949)